“Ó meu Menino Jesus”: fado de Adélia Pedrosa (making of)

24 12 2008
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“Edição bilingue de obra de Ferreira de Castro sobre Andorra”

24 12 2008
Ferreira de Castro

Ferreira de Castro

A edição bilingue, em Português e Catalão, da obra de Ferreira de Castro Pequenos Mundos e Velhas Civilizações – Andorra, 1929 é apresentada na próxima segunda-feira, 15 de Dezembro, em Lisboa, no Instituto Camões, com a presença de Meritxell Mateu, ministra dos Negócios Estrangeiros daquele pequeno país dos Pirinéus.

O livro, da colecção A Andorra dos viajantes, é um capítulo da obra citada dedicado a Andorra.

Escrito em estilo jornalístico e com um singular e subtil sentido de humor, inclui referências à história, ao sistema político e à administração andorranas, com uma menção especial ao Dr. Nequi, que serviu de guia ao escritor português durante a sua estadia no Principado, assim como várias curiosas considerações antropológicas, muito no estilo dos anos 30, indica uma nota divulgada a quando do lançamento da obra em Andorra a 21 de Outubro.

Ferreira de Castro, emigrante, jornalista, militante contra a ditadura de Salazar e autor de uma importante obra novelística e, especialmente, enciclopédica, converteu-se num dos nomes de referência da vida literária portuguesa do século XX. Em 1951 chegou a ser proposto como candidato lusitano ao prémio Nobel.

Nesta obra tentou traçar um retrato fiel histórico e de costumes da Andorra que visitou em 1929.

A edição bilingue contou com o apoio da Secretaria de Estado e das Comunidades Portuguesas e do Instituto Camões.

A apresentação da obra contará também com a presença da Presidente do Instituto Camões, Simonetta Luz Afonso, e do embaixador de Andorra em Portugal, Jaume Gaytán.

Mapa de Andorra

Mapa de Andorra

http://www.instituto-camoes.pt/noticias-ic-portugal/edicao-bilingue-de-obra-de-ferreira-de-castro-sobre-andorra-2.html





“Presença Instituto Camões em Madrid seria “muito importante” – directora Instituto Cervantes”

24 12 2008
Edificio CaixaForum de Madrid

Edifício CaixaForum de Madrid

RTP 14.12.2008 por António Sampaio, Agência Lusa

Madrid, 14 Dez (Lusa) – Uma presença física permanente do Instituto Camões em Madrid seria muito importante para a dinamização do português, na opinião da directora do Instituto Cervantes que, em entrevista à Lusa, prometeu apoiar esse eventual projecto.

“Ter o Camões em Madrid é muito importante. Não haver essa presença surpreende-me muito”, admitiu em entrevista à Lusa, Carmen Caffarel.

“Espero que as conversações que procurarei ter em breve com o Instituto Camões possam ser úteis para esse objectivo. E vou também falar com o presidente da Câmara de Madrid para que seja sensível a esta questão da mesma maneira que o presidente da Câmara de Lisboa o é relativamente ao Instituto Cervantes”, sublinhou.

Este esforço, diz, pretende dar “mais relevância, presença e visibilidade ao Instituto Cervantes em Lisboa” e, talvez, conseguir trazer o Instituto Camões para Espanha “onde não está”.

No caso do Cervantes, sustenta, uma presença física e real no exterior “é muito importante” porque ajuda significativamente a divulgar a língua e cultura espanhola.

Ainda assim, Caffarel reconhece que “não se pode estar em todo o lado, porque não há orçamento ou oportunidade” e que se deve aproveitar os meios abertos pela globalização e pelas novas tecnologias.

“Temos feito um grande esforço na aplicação de novas tecnologias, porque é mais fácil chegar virtualmente onde não podemos chegar fisicamente e, depois, porque esta é a língua dos jovens, que estão mais educados numa cultura audiovisual”, disse.

O Cervantes desenvolve cursos online, uma televisão online e várias iniciativas na rede global, respondendo ao que Caffarel sustenta ser “uma procura crescente”.

Instituto Cervantes de Lisboa

Instituto Cervantes de Lisboa

Além de apoiar uma eventual decisão do Instituto Camões de abrir uma representação em Madrid, Caffarel admite que há também espaço para colaborações mais próximas entre as duas instituições congéneres ibéricas.

“Deveríamos ter mais contacto. Somos as línguas ibéricas, da comunidade ibero-americana e penso que, da mesma forma que agora temos uma grande colaboração no Brasil, aqui na península podemos e devemos colaborar mais estreitamente”, afirmou.

Caffarel promete também empenhar-se no apoio aos esforços para conseguir que o português seja uma língua oficial de trabalho das Nações Unidas.

“O espanhol tem a sorte de ser um dos idiomas reconhecidos e por isso temos que fazer um esforço para que o português também o seja”, disse, “pela relação entre as duas línguas e pelo facto do português ser falado por tanta gente”.

Carmen Caffarel saúdou igualmente o “fundamental” acordo ortográfico assinado por Portugal e pelo Brasil e que, na sua opinião, ajudará a fortalecer ainda mais o espaço já significativo que o português tem no mundo.

Dá como exemplo a “grande força do espanhol” que advém, em grande parte, do facto de haver “um reconhecimento comum alargado” que dá “95 por cento de comunicabilidade entre todos os que falam a língua”.

“O vosso acordo vai dar-vos uma força muito importante e permitirá um posicionamento importante global”, declarou.

Crucial no projecto do Instituto Cervantes no mundo é o esforço que está a ser desenvolvido para apoiar a decisão do governo brasileiro de introduzir o espanhol em todos os centros de ensino médio.

Uma lei que Caffarel saúda como “muito generosa” e que permitirá fazer chegar o espanhol a um universo potencial de 12 milhões de alunos, o que motivou à abertura no Brasil de nove centros do Instituto Cervantes, a sua maior presença internacional.

“Além da formação de professores, o relacionamento com o plano educativo está a correr muito bem”, sustentou.

http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=377712&visual=26&tema=5





“Institutos Ramon Llull e Camões dão as mãos”

24 12 2008

Diário de Notícias 29.11.2008

por Ana Marques Gastao

Seminário. Tradutores do catalão com novos apoios

Prémio Giovanni Pontiero incentiva intercâmbio entre culturas

Está a decorrer, em Lisboa, desde quinta-feira, terminando amanhã, um seminário para tradutores portugueses de textos literários catalães. O estabelecimento de uma ponte mais pragmática entre o Instituto Camões (IC) e o Instituto Ramon Llul, nestas áreas, é um dos propósitos da iniciativa, que une, segundo Simonetta Luz Afonso, “amigos e não concorrentes” na tarefa de divulgação de ambas as literaturas e respectivos autores.

Por si só, o evento seria desde logo relevante, já que se reúnem neste encontro nomes de prestígio como Joaquim Sala-Sanahuja e Anabel Galan (Falcultat de Traducció i d’interpretació de la UAB) e Victor Martínez-Gil/Facultat de Lletras de la UAB). Helena Tanqueiro, professora e responsável do IC em Barcelona, não pôde estar presente.

Como editor convidado, veio a Lisboa Joan Tarrida, director-geral do Círculo de Lectores-Galaxia Gutenberg, a que se juntaram, entre os editores portugueses, Carlos Veiga Ferreira (Teorema), Manuel Alberto Valente (Porto Editora), Maria do Rosário Pedreira (Quidnovi), João Rodrigues (Sextante), entre outros.

Segundo Carlos Torner, do Ramon Llull, “é urgente promover-se a organização de encontros entre autores ibéricos, mesmo que não estejam traduzidos em Portugal”, bem como apoiar a tradução de poesia, narrativa ou ensaio para revistas.

Apesar do relativo desconhecimento da literatura catalã em Portugal, estão há traduzidos para português, entre outros, Ramon Llull, Maria Mercè Marçal, Jesús Moncada, Montserrat Roig, Llorenç Villalonga e, em antologias, Joan Brossa, Pere Gimferrer, Marc Granell, Francesc, Parcerisas, e Antoni Margarit.

Outra dos pontes de encontro entre culturas é o Prémio de Tradução (castelhano/catalão) Giovanni Pontiero, iniciativa do Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões de Barcelona e da Faculdade de Tradução e Interpretação da Universidade Antónoma de Barcelona. A distinção tem o valor de seis mil euros.

http://dn.sapo.pt/2008/11/29/artes/institutos_ramon_llull_e_camoes_as_m.html

Institut Ramon Llull

Institut Ramon Llull





Presidente da Junta de Extremadura visita Portugal

24 12 2008
Guillermo Fernández Vara e Anibal Cavaco Silva

Guillermo Fernández Vara e Aníbal Cavaco Silva

Extremadura 24horas 28.11.2008

La visita del presidente de la Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, a Portugal, ha finalizado con un saldo positivo. Entrevistas, encuentros, visitas y compromisos de la mayor sensibilidad con el fenómeno transfronterizo entre Extremadura y el país luso.

Una visita que ha incentivado, sobremanera, el ámbito de las relaciones bilaterales, sobre ese espacio común entre el Alentejo, Extremadura y la región Centro en el escenario y el marco de unas perspectivas de grandes inquietudes, esperanzas y camino de futuro.

Al final, con el denominador común de la construcción y el reforzamiento de la identidad de la Unión Europea, se ha establecido, sobre la propia Raya de la geografía, con una historia de abandonos ya superada, la dinámica del Iberismo. Un término expresado por Guillermo Fernández Vara y que habrá que tener muy en consideración a partir de ahora.

El iberismo va a suponer, ante todo, la defensa del lugar común sobre cuyo desarrollo y prosperidad se ha hablado con entusiasmado, se ha dialogado con sentido de la iniciativa y se han sellado programas de reafirmación en la realidad hispanoportuguesa a través de las tres regiones ya citadas.

Una forma de entendimiento, de aproximación de posiciones, de cultura de la generosidad política, de hondura entre las raíces de los pueblos como un gran paso hacia el futuro. Un camino de diálogo, con capacidad de comprensión y que ahora atraviesa los senderos de una sensibilidad regional internacional que busca la cooperación y la colaboración para desarrollar más y mejor la conformación ibérica a través de todos los campos y áreas de la prosperidad de un proyecto llamado ser una nueva eurorregión.

Y eso, con todo el sentido ibérico que conforma la palabra, con un marcado tamiz europeísta, y su prometedor futuro se consolida como uno de los logros más firmes de los últimos tiempos en una apuesta común entre España y Portugal a través de Extremadura, el Alentejo y Centro portugués.

Desde la responsabilidad moral y ética del nuevo pilar transfronterizo base en los esfuerzos de las tres regiones, con el excepcional apoyo de los gobiernos de España y de Portugal, se hace preciso continuar apostando por ese trabajo destinado a luchar, de forma incansable, por las generaciones que vienen avanzando detrás de nuestros pasos.

Un camino para volver a dejar constancia de palabras de una impresionante fuerza como son el diálogo, el compromiso, el respeto, el esfuerzo, la justicia, la superación, la prosperidad, la solidaridad, la generosidad o el derecho y los derechos a través del cultivo de un entendimiento basado en el futuro común de los pueblos de Extremadura, el Alentejo y Centro.

http://www.extremadura24horas.com/juan_de_la_cruz/el_iberismo-15153.htmlhttp://www.extremadura24horas.com/juan_de_la_cruz/el_iberismo-15153.html





“Las universidades gallegas y del norte de Portugal crean un club de lectura virtual”

24 12 2008

Faro de Vigo 28.11.2008

A. SAÁ / VIGO

La Fundación Centro de Estudos Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal (CEER) presentó ayer en Santiago el primer club de lectura virtual universitario con el que se pretende establecer un canal de comunicación directo entre el colectivo universitario, la enseñanza media y la sociedad impulsando el debate y el fomento de la lectura a través de la red.
“Los pilares fundamentales son la divulgación y promoción de las culturas y literaturas gallegas y portuguesa a través de herramientas que permiten interactuar al usuario con otros lectores”, afirma Carlos Ferrás, director de la Fundación CEER. “Entre nuestros objetivos estaba la creación de un campus en red y una eurorregión del conocimiento”, añade.

El club de lectura virtual será la plataforma electrónica que servirá como vía para desarrollar lecturas escogidas, como el Premio Estatal de Literatura Dramática 2007 -Rubén Ruibal- o artículos de Xosé Luís Méndez Ferrín, entre otros autores.

El denominador común será el análisis, la comprensión y el conocimiento de la literatura gallega, así como sus semejanzas, diferencias e influencias con la cultura portuguesa. “Los propios lectores podrán hacer sus propuestas, enmarcadas en una temática afín”, asegura Carlos Ferrás.
Con sede en el Instituto Xelmírez I de Santiago, en este proyecto participan las universidades de Vigo, Santiago y A Coruña, además de las portuguesas de Oporto, Minho y Tras-os-Montes e Alto Douro. “Además de estos centros de estudios superiores, los institutos, por medio de sus profesores, se han mostrado receptivos a esta iniciativa”, declara el director de la Fundación CEER.

Las nuevas generaciones

Esta experiencia pionera que pretende llevar la universidad a la sociedad ha encontrado en las generaciones emergentes un público potencial. “Estamos ante una nueva generación en red e internet es una buena herramienta para llegar a ellos”, afirma Carlos Ferrás. “No podemos olvidarnos de que los índices de lectura en Galicia son muy bajos y por eso debemos incidir en el fomento de la lectura a través de las nuevas tecnologías para cambiar esta situación”, añade.

El funcionamiento del club de lectura virtual se realizará a través de la página web ´www.fceer.org´ y estará disponible dentro de dos semanas. El usuario deberá registrarse para poder acceder a las lecturas escogidas y a los grupos de debate. Además, los libros a través de internet cobrarán interés.

Desde la Fundación CEER, el protocolo de captación de los beneficiarios se centrará principalmente en los usuarios de biblioteca. “Estos son nuestros principales nichos de interés. Una vez captados, nos centraremos en las asociaciones culturales y sociales, para pasar después a la sociedad en general”, matiza el director.

Buscando nuevas líneas de actuación para la puesta en valor de la cultura, en el ámbito universitario de Galicia y el Norte de Portugal, así como su divulgación regional, estatal e internacional, la Fundación CEER detectó la necesidad de crear un lugar de encuentro de los miembros de las seis universidades a ambos lados de la frontera, en una temática literaria común.

Ésta es la primera vez que un club de lectura virtual desarrolla acciones para interactuar entre dos países, universidades, editoriales y fundaciones privadas.

En la presentación de ayer también participaron el rector de la Universidad de Santiago de Compostela y presidente del CEER, Senén Barro; el responsable del Instituto Camões en Vigo, Samuel Rego; y el director del Instituto Xelmírez I, Manuel López Mejuto.

http://www.farodevigo.es/secciones/noticia.jsp?pRef=2008112800_8_277312__Sociedad-y-Cultura-universidades-gallegas-norte-Portugal-crean-club-lectura-virtual





“Catalunya y el País Vasco, las comunidades de más profunda raigambre ibérica de España”

9 12 2008

Call jueu, bairro judeu em Girona, Catalunha.

La Vanguardia 05.12.2008

Los más de siete siglos de dominio musulmán en gran parte de la península Ibérica y la llegada de colectivos judíos en una época anterior han dejado una profunda huella en la composición genética de la población española. Según una investigación presentada ayer en la revista American Journal of Human Genetics, el 11% de la herencia genética de los españoles es de origen norteafricano, un 20% es judío sefardí y el 69% restante es ibérico autóctono.

Las regiones donde la aportación genética norteafricana es más notable son Galicia y el noroeste de Castilla, donde se sitúa en un 21%. Por el contrario, es mínima en Granada, la región que más tiempo estuvo bajo dominio musulmán y donde ahora la herencia genética norteafricana se sitúa en torno al 2%.

“Son resultados que nos han sorprendido”, reconocieron ayer Francesc Calafell y Elena Bosch, biólogos de la Universitat Pompeu Fabra que han codirigido la investigación junto a un equipo de la Universidad de Leicester (Reino Unido). ¿Cómo los explican? Al final de la reconquista, recuerdan, “en algunas zonas de la Península se quedaron los llamados moriscos” [musulmanes obligados a convertirse al cristianismo].

Pero a principios del siglo XVII, Felipe III ordenó la expulsión de los moriscos de todos sus territorios. Eran entonces unos 200.000, la mayoría concentrados en el este de Andalucía y Valencia. Muchos fueron enviados a Argelia. Otros se dispersaron hacia el oeste y el noroeste de la Península, donde no se les persiguió tanto, y se mezclaron con la población autóctona.

Pocos fueron a Catalunya, donde sólo un 2% de la herencia genética es de origen africano, un 6% es judía y el 92% restante es autóctona. La otra única comunidad donde la herencia genética autóctona es tan elevada es el País Vasco. Catalunya y País Vasco se erigen así, por una ironía de la investigación genética, en las comunidades de más profunda raigambre ibérica de España.

Otro resultado sorprendente, destacan Calafell y Bosch, es la gran aportación de los judíos sefardíes a la composición genética de la población española actual. Esta aportación sólo puede explicarse por la conversión masiva -que pudo ser voluntaria o forzada por la intolerancia religiosa- de muchos judíos al cristianismo.

La investigación se ha basado en comparar el ADN de 1.139 hombres de distintas regiones de España con el de 359 hombres de cuatro regiones del norte de Áfricay con el de 174 judíos sefardíes. Dada la movilidad de la población en los últimas décadas, no se ha tenido en cuenta la residencia actual de los participantes en el estudio sino el lugar de nacimiento de su abuelo paterno.

Se ha analizado únicamente el cromosoma masculino Y, que los niños heredan de sus padres y no de sus madres, por lo que “los resultados de la investigación se refieren únicamente a la herencia genética masculina”, advierten Calafell y Bosch. Dos investigaciones anteriores realizadas con ADN mitocondrial, que niños y niñas heredan de sus madres y no de sus padres, han llegado a una estimación similar de herencia genética de origen norteafricano en la población española. Pero el cromosoma Y tiene la ventaja de que ofrece resultados menos ambiguos, explican los investigadores.

http://www.lavanguardia.es/ciudadanos/noticias/20081205/53592910043/catalunya-y-el-pais-vasco-las-comunidades-de-mas-profunda-raigambre-iberica-de-espanya.html