IX Prémio de Tradução Giovanni Pontiero

26 12 2008
Facultat de Traducció i Interpretació de la UAB, Bellaterra, Catalunya

Facultat de Traducció i Interpretació de la UAB, Bellaterra, Catalunya

O Centro de Língua Portuguesa / Instituto Camões de Barcelona e
a Facultat de Traducció i d’Interpretació da Universitat Autònoma
de Barcelona, no sentido de honrar a figura do grande tradutor
Giovanni Pontiero, convocam o IX Prémio de Tradução Giovanni
Pontiero.

1 Nos anos ímpares, o prémio estará aberto às traduções catalãs de
obras literárias de qualquer género, escritas originariamente em
Língua Portuguesa e publicadas nos dois anos anteriores ao da
entrega do prémio. Nos anos pares, o prémio será destinado a
traduções realizadas para espanhol de obras literárias de qualquer
género, escritas originariamente emLíngua Portuguesa e publicadas
nos dois anos anteriores ao da entrega do mesmo.

2 Na presente edição, poderão concorrer ao prémio todas as traduções
realizadas para catalão de obras literárias escritas originalmente
em Língua Portuguesa e publicadas entre o dia 1 de Janeiro de
2007 e o dia 31 de Dezembro de 2008.

3 Os tradutores ou editoras que pretendam aceder a este prémio
deverão apresentar cinco exemplares da tradução em catalão e,
pelo menos, dois exemplares da obra original (que não serão
devolvidos) na seguinte morada: Secretaria de la Facultat de
Traducció i d’Interpretació, Edifici K, Universitat Autònoma de
Barcelona, 08193 Bellaterra (Barcelona), dirigidos ao Secretário
do Júri do IX Prémio de Tradução Giovanni Pontiero.

4 Nesta edição, o prazo de apresentação das obras finalizará no dia
28 de Fevereiro de 2009.

5 O Júri será composto por um membro nomeado pelo Instituto
Camões, um membro nomeado pelo decanato da Facultat de
Traducció i d’Interpretació daUniversitat Autònoma de Barcelona,
um membro nomeado por Amigos de Giovanni Pontiero, uma
pessoa de trajectória reconhecida no campo dos estudos lusófonos
e um secretário sem voto em representação das entidades
organizadoras.OJúri poderá, sempre que assimo entender, efectuar
consultas junto dos especialistas que considerar necessários.

6 A decisão do júri tornar-se-á pública na cerimónia de entrega do
Prémio realizada na Facultat de Traducció i d’Interpretació da UAB.

7 O valor do prémio é de 6.000 euros.

8 Para qualquer informação ou consulta sobre o prémio, é favor
dirigir-se ao Centro de Língua Portuguesa / Instituto Camões da
Universitat Autònoma de Barcelona. Tel.: (0034) 935 868 841.
Também se poderá consultar os sítios web:
www.uab.cat/traducciointerpretacio e www.instituto-camoes.pt.

9 Qualquer questão não especificada no regulamento será decidida
pelo júri.

Giovanni Pontiero (1932-1996)

Nasceu no dia 10 de Fevereiro de 1932 em Glasgow (Escócia) e morreu no dia do seu 64º aniversário em Manchester (Inglaterra). Estudou na University of Glasgow, onde terminou a sua licenciatura e onde apresentou
a sua tese de doutoramento em 1962 sobre a poesia de Manuel Bandeira. Durante quase toda a sua vida leccionou Literatura Latino-Americana na University of Manchester. Desenvolveu uma prolífica actividade como investigador, principalmente no campo dos estudos literários portugueses e brasileiros, sendo autor de numerosos artigos, ensaios, conferências,
entradas em enciclopédias e traduções. Apesar de ter traduzido obras do espanhol e do italiano para inglês, acabou por dedicar-se a traduzir fundamentalmente autores de Língua Portuguesa, sobretudo Clarice Lispector e José Saramago, com quem veio a manter uma estreita amizade tendo traduzido seis das suas obras. Obteve os seguintes prémios de tradução: Prémio de Tradução Camões (1968), Prémio Rio Branco (1970), Foreign Fiction Award do jornal The Independent (1993), Outstanding Translation Award da American Literary Translators Association (1994) e Prémio Teixeira-Gomes do Governo Português (1995). O seu interesse pelo teatro levou-o a escrever um dos seus melhores trabalhos, Eleonora Duse: In Life and Art (Frankfurt: Lang, 1986) e a traduzir Duse on Tour: The Diaries of Guido Noccioli 1906-1907, de Guido Noccioli (Manchester:
Manchester University Press, 1981).





“Ó meu Menino Jesus”: fado de Adélia Pedrosa (making of)

24 12 2008





“Edição bilingue de obra de Ferreira de Castro sobre Andorra”

24 12 2008
Ferreira de Castro

Ferreira de Castro

A edição bilingue, em Português e Catalão, da obra de Ferreira de Castro Pequenos Mundos e Velhas Civilizações – Andorra, 1929 é apresentada na próxima segunda-feira, 15 de Dezembro, em Lisboa, no Instituto Camões, com a presença de Meritxell Mateu, ministra dos Negócios Estrangeiros daquele pequeno país dos Pirinéus.

O livro, da colecção A Andorra dos viajantes, é um capítulo da obra citada dedicado a Andorra.

Escrito em estilo jornalístico e com um singular e subtil sentido de humor, inclui referências à história, ao sistema político e à administração andorranas, com uma menção especial ao Dr. Nequi, que serviu de guia ao escritor português durante a sua estadia no Principado, assim como várias curiosas considerações antropológicas, muito no estilo dos anos 30, indica uma nota divulgada a quando do lançamento da obra em Andorra a 21 de Outubro.

Ferreira de Castro, emigrante, jornalista, militante contra a ditadura de Salazar e autor de uma importante obra novelística e, especialmente, enciclopédica, converteu-se num dos nomes de referência da vida literária portuguesa do século XX. Em 1951 chegou a ser proposto como candidato lusitano ao prémio Nobel.

Nesta obra tentou traçar um retrato fiel histórico e de costumes da Andorra que visitou em 1929.

A edição bilingue contou com o apoio da Secretaria de Estado e das Comunidades Portuguesas e do Instituto Camões.

A apresentação da obra contará também com a presença da Presidente do Instituto Camões, Simonetta Luz Afonso, e do embaixador de Andorra em Portugal, Jaume Gaytán.

Mapa de Andorra

Mapa de Andorra

http://www.instituto-camoes.pt/noticias-ic-portugal/edicao-bilingue-de-obra-de-ferreira-de-castro-sobre-andorra-2.html





“Presença Instituto Camões em Madrid seria “muito importante” – directora Instituto Cervantes”

24 12 2008
Edificio CaixaForum de Madrid

Edifício CaixaForum de Madrid

RTP 14.12.2008 por António Sampaio, Agência Lusa

Madrid, 14 Dez (Lusa) – Uma presença física permanente do Instituto Camões em Madrid seria muito importante para a dinamização do português, na opinião da directora do Instituto Cervantes que, em entrevista à Lusa, prometeu apoiar esse eventual projecto.

“Ter o Camões em Madrid é muito importante. Não haver essa presença surpreende-me muito”, admitiu em entrevista à Lusa, Carmen Caffarel.

“Espero que as conversações que procurarei ter em breve com o Instituto Camões possam ser úteis para esse objectivo. E vou também falar com o presidente da Câmara de Madrid para que seja sensível a esta questão da mesma maneira que o presidente da Câmara de Lisboa o é relativamente ao Instituto Cervantes”, sublinhou.

Este esforço, diz, pretende dar “mais relevância, presença e visibilidade ao Instituto Cervantes em Lisboa” e, talvez, conseguir trazer o Instituto Camões para Espanha “onde não está”.

No caso do Cervantes, sustenta, uma presença física e real no exterior “é muito importante” porque ajuda significativamente a divulgar a língua e cultura espanhola.

Ainda assim, Caffarel reconhece que “não se pode estar em todo o lado, porque não há orçamento ou oportunidade” e que se deve aproveitar os meios abertos pela globalização e pelas novas tecnologias.

“Temos feito um grande esforço na aplicação de novas tecnologias, porque é mais fácil chegar virtualmente onde não podemos chegar fisicamente e, depois, porque esta é a língua dos jovens, que estão mais educados numa cultura audiovisual”, disse.

O Cervantes desenvolve cursos online, uma televisão online e várias iniciativas na rede global, respondendo ao que Caffarel sustenta ser “uma procura crescente”.

Instituto Cervantes de Lisboa

Instituto Cervantes de Lisboa

Além de apoiar uma eventual decisão do Instituto Camões de abrir uma representação em Madrid, Caffarel admite que há também espaço para colaborações mais próximas entre as duas instituições congéneres ibéricas.

“Deveríamos ter mais contacto. Somos as línguas ibéricas, da comunidade ibero-americana e penso que, da mesma forma que agora temos uma grande colaboração no Brasil, aqui na península podemos e devemos colaborar mais estreitamente”, afirmou.

Caffarel promete também empenhar-se no apoio aos esforços para conseguir que o português seja uma língua oficial de trabalho das Nações Unidas.

“O espanhol tem a sorte de ser um dos idiomas reconhecidos e por isso temos que fazer um esforço para que o português também o seja”, disse, “pela relação entre as duas línguas e pelo facto do português ser falado por tanta gente”.

Carmen Caffarel saúdou igualmente o “fundamental” acordo ortográfico assinado por Portugal e pelo Brasil e que, na sua opinião, ajudará a fortalecer ainda mais o espaço já significativo que o português tem no mundo.

Dá como exemplo a “grande força do espanhol” que advém, em grande parte, do facto de haver “um reconhecimento comum alargado” que dá “95 por cento de comunicabilidade entre todos os que falam a língua”.

“O vosso acordo vai dar-vos uma força muito importante e permitirá um posicionamento importante global”, declarou.

Crucial no projecto do Instituto Cervantes no mundo é o esforço que está a ser desenvolvido para apoiar a decisão do governo brasileiro de introduzir o espanhol em todos os centros de ensino médio.

Uma lei que Caffarel saúda como “muito generosa” e que permitirá fazer chegar o espanhol a um universo potencial de 12 milhões de alunos, o que motivou à abertura no Brasil de nove centros do Instituto Cervantes, a sua maior presença internacional.

“Além da formação de professores, o relacionamento com o plano educativo está a correr muito bem”, sustentou.

http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=377712&visual=26&tema=5





“Institutos Ramon Llull e Camões dão as mãos”

24 12 2008

Diário de Notícias 29.11.2008

por Ana Marques Gastao

Seminário. Tradutores do catalão com novos apoios

Prémio Giovanni Pontiero incentiva intercâmbio entre culturas

Está a decorrer, em Lisboa, desde quinta-feira, terminando amanhã, um seminário para tradutores portugueses de textos literários catalães. O estabelecimento de uma ponte mais pragmática entre o Instituto Camões (IC) e o Instituto Ramon Llul, nestas áreas, é um dos propósitos da iniciativa, que une, segundo Simonetta Luz Afonso, “amigos e não concorrentes” na tarefa de divulgação de ambas as literaturas e respectivos autores.

Por si só, o evento seria desde logo relevante, já que se reúnem neste encontro nomes de prestígio como Joaquim Sala-Sanahuja e Anabel Galan (Falcultat de Traducció i d’interpretació de la UAB) e Victor Martínez-Gil/Facultat de Lletras de la UAB). Helena Tanqueiro, professora e responsável do IC em Barcelona, não pôde estar presente.

Como editor convidado, veio a Lisboa Joan Tarrida, director-geral do Círculo de Lectores-Galaxia Gutenberg, a que se juntaram, entre os editores portugueses, Carlos Veiga Ferreira (Teorema), Manuel Alberto Valente (Porto Editora), Maria do Rosário Pedreira (Quidnovi), João Rodrigues (Sextante), entre outros.

Segundo Carlos Torner, do Ramon Llull, “é urgente promover-se a organização de encontros entre autores ibéricos, mesmo que não estejam traduzidos em Portugal”, bem como apoiar a tradução de poesia, narrativa ou ensaio para revistas.

Apesar do relativo desconhecimento da literatura catalã em Portugal, estão há traduzidos para português, entre outros, Ramon Llull, Maria Mercè Marçal, Jesús Moncada, Montserrat Roig, Llorenç Villalonga e, em antologias, Joan Brossa, Pere Gimferrer, Marc Granell, Francesc, Parcerisas, e Antoni Margarit.

Outra dos pontes de encontro entre culturas é o Prémio de Tradução (castelhano/catalão) Giovanni Pontiero, iniciativa do Centro de Língua Portuguesa/Instituto Camões de Barcelona e da Faculdade de Tradução e Interpretação da Universidade Antónoma de Barcelona. A distinção tem o valor de seis mil euros.

http://dn.sapo.pt/2008/11/29/artes/institutos_ramon_llull_e_camoes_as_m.html

Institut Ramon Llull

Institut Ramon Llull





Presidente da Junta de Extremadura visita Portugal

24 12 2008
Guillermo Fernández Vara e Anibal Cavaco Silva

Guillermo Fernández Vara e Aníbal Cavaco Silva

Extremadura 24horas 28.11.2008

La visita del presidente de la Junta de Extremadura, Guillermo Fernández Vara, a Portugal, ha finalizado con un saldo positivo. Entrevistas, encuentros, visitas y compromisos de la mayor sensibilidad con el fenómeno transfronterizo entre Extremadura y el país luso.

Una visita que ha incentivado, sobremanera, el ámbito de las relaciones bilaterales, sobre ese espacio común entre el Alentejo, Extremadura y la región Centro en el escenario y el marco de unas perspectivas de grandes inquietudes, esperanzas y camino de futuro.

Al final, con el denominador común de la construcción y el reforzamiento de la identidad de la Unión Europea, se ha establecido, sobre la propia Raya de la geografía, con una historia de abandonos ya superada, la dinámica del Iberismo. Un término expresado por Guillermo Fernández Vara y que habrá que tener muy en consideración a partir de ahora.

El iberismo va a suponer, ante todo, la defensa del lugar común sobre cuyo desarrollo y prosperidad se ha hablado con entusiasmado, se ha dialogado con sentido de la iniciativa y se han sellado programas de reafirmación en la realidad hispanoportuguesa a través de las tres regiones ya citadas.

Una forma de entendimiento, de aproximación de posiciones, de cultura de la generosidad política, de hondura entre las raíces de los pueblos como un gran paso hacia el futuro. Un camino de diálogo, con capacidad de comprensión y que ahora atraviesa los senderos de una sensibilidad regional internacional que busca la cooperación y la colaboración para desarrollar más y mejor la conformación ibérica a través de todos los campos y áreas de la prosperidad de un proyecto llamado ser una nueva eurorregión.

Y eso, con todo el sentido ibérico que conforma la palabra, con un marcado tamiz europeísta, y su prometedor futuro se consolida como uno de los logros más firmes de los últimos tiempos en una apuesta común entre España y Portugal a través de Extremadura, el Alentejo y Centro portugués.

Desde la responsabilidad moral y ética del nuevo pilar transfronterizo base en los esfuerzos de las tres regiones, con el excepcional apoyo de los gobiernos de España y de Portugal, se hace preciso continuar apostando por ese trabajo destinado a luchar, de forma incansable, por las generaciones que vienen avanzando detrás de nuestros pasos.

Un camino para volver a dejar constancia de palabras de una impresionante fuerza como son el diálogo, el compromiso, el respeto, el esfuerzo, la justicia, la superación, la prosperidad, la solidaridad, la generosidad o el derecho y los derechos a través del cultivo de un entendimiento basado en el futuro común de los pueblos de Extremadura, el Alentejo y Centro.

http://www.extremadura24horas.com/juan_de_la_cruz/el_iberismo-15153.htmlhttp://www.extremadura24horas.com/juan_de_la_cruz/el_iberismo-15153.html





“Las universidades gallegas y del norte de Portugal crean un club de lectura virtual”

24 12 2008

Faro de Vigo 28.11.2008

A. SAÁ / VIGO

La Fundación Centro de Estudos Eurorrexionais Galicia-Norte de Portugal (CEER) presentó ayer en Santiago el primer club de lectura virtual universitario con el que se pretende establecer un canal de comunicación directo entre el colectivo universitario, la enseñanza media y la sociedad impulsando el debate y el fomento de la lectura a través de la red.
“Los pilares fundamentales son la divulgación y promoción de las culturas y literaturas gallegas y portuguesa a través de herramientas que permiten interactuar al usuario con otros lectores”, afirma Carlos Ferrás, director de la Fundación CEER. “Entre nuestros objetivos estaba la creación de un campus en red y una eurorregión del conocimiento”, añade.

El club de lectura virtual será la plataforma electrónica que servirá como vía para desarrollar lecturas escogidas, como el Premio Estatal de Literatura Dramática 2007 -Rubén Ruibal- o artículos de Xosé Luís Méndez Ferrín, entre otros autores.

El denominador común será el análisis, la comprensión y el conocimiento de la literatura gallega, así como sus semejanzas, diferencias e influencias con la cultura portuguesa. “Los propios lectores podrán hacer sus propuestas, enmarcadas en una temática afín”, asegura Carlos Ferrás.
Con sede en el Instituto Xelmírez I de Santiago, en este proyecto participan las universidades de Vigo, Santiago y A Coruña, además de las portuguesas de Oporto, Minho y Tras-os-Montes e Alto Douro. “Además de estos centros de estudios superiores, los institutos, por medio de sus profesores, se han mostrado receptivos a esta iniciativa”, declara el director de la Fundación CEER.

Las nuevas generaciones

Esta experiencia pionera que pretende llevar la universidad a la sociedad ha encontrado en las generaciones emergentes un público potencial. “Estamos ante una nueva generación en red e internet es una buena herramienta para llegar a ellos”, afirma Carlos Ferrás. “No podemos olvidarnos de que los índices de lectura en Galicia son muy bajos y por eso debemos incidir en el fomento de la lectura a través de las nuevas tecnologías para cambiar esta situación”, añade.

El funcionamiento del club de lectura virtual se realizará a través de la página web ´www.fceer.org´ y estará disponible dentro de dos semanas. El usuario deberá registrarse para poder acceder a las lecturas escogidas y a los grupos de debate. Además, los libros a través de internet cobrarán interés.

Desde la Fundación CEER, el protocolo de captación de los beneficiarios se centrará principalmente en los usuarios de biblioteca. “Estos son nuestros principales nichos de interés. Una vez captados, nos centraremos en las asociaciones culturales y sociales, para pasar después a la sociedad en general”, matiza el director.

Buscando nuevas líneas de actuación para la puesta en valor de la cultura, en el ámbito universitario de Galicia y el Norte de Portugal, así como su divulgación regional, estatal e internacional, la Fundación CEER detectó la necesidad de crear un lugar de encuentro de los miembros de las seis universidades a ambos lados de la frontera, en una temática literaria común.

Ésta es la primera vez que un club de lectura virtual desarrolla acciones para interactuar entre dos países, universidades, editoriales y fundaciones privadas.

En la presentación de ayer también participaron el rector de la Universidad de Santiago de Compostela y presidente del CEER, Senén Barro; el responsable del Instituto Camões en Vigo, Samuel Rego; y el director del Instituto Xelmírez I, Manuel López Mejuto.

http://www.farodevigo.es/secciones/noticia.jsp?pRef=2008112800_8_277312__Sociedad-y-Cultura-universidades-gallegas-norte-Portugal-crean-club-lectura-virtual





“Catalunya y el País Vasco, las comunidades de más profunda raigambre ibérica de España”

9 12 2008

Call jueu, bairro judeu em Girona, Catalunha.

La Vanguardia 05.12.2008

Los más de siete siglos de dominio musulmán en gran parte de la península Ibérica y la llegada de colectivos judíos en una época anterior han dejado una profunda huella en la composición genética de la población española. Según una investigación presentada ayer en la revista American Journal of Human Genetics, el 11% de la herencia genética de los españoles es de origen norteafricano, un 20% es judío sefardí y el 69% restante es ibérico autóctono.

Las regiones donde la aportación genética norteafricana es más notable son Galicia y el noroeste de Castilla, donde se sitúa en un 21%. Por el contrario, es mínima en Granada, la región que más tiempo estuvo bajo dominio musulmán y donde ahora la herencia genética norteafricana se sitúa en torno al 2%.

“Son resultados que nos han sorprendido”, reconocieron ayer Francesc Calafell y Elena Bosch, biólogos de la Universitat Pompeu Fabra que han codirigido la investigación junto a un equipo de la Universidad de Leicester (Reino Unido). ¿Cómo los explican? Al final de la reconquista, recuerdan, “en algunas zonas de la Península se quedaron los llamados moriscos” [musulmanes obligados a convertirse al cristianismo].

Pero a principios del siglo XVII, Felipe III ordenó la expulsión de los moriscos de todos sus territorios. Eran entonces unos 200.000, la mayoría concentrados en el este de Andalucía y Valencia. Muchos fueron enviados a Argelia. Otros se dispersaron hacia el oeste y el noroeste de la Península, donde no se les persiguió tanto, y se mezclaron con la población autóctona.

Pocos fueron a Catalunya, donde sólo un 2% de la herencia genética es de origen africano, un 6% es judía y el 92% restante es autóctona. La otra única comunidad donde la herencia genética autóctona es tan elevada es el País Vasco. Catalunya y País Vasco se erigen así, por una ironía de la investigación genética, en las comunidades de más profunda raigambre ibérica de España.

Otro resultado sorprendente, destacan Calafell y Bosch, es la gran aportación de los judíos sefardíes a la composición genética de la población española actual. Esta aportación sólo puede explicarse por la conversión masiva -que pudo ser voluntaria o forzada por la intolerancia religiosa- de muchos judíos al cristianismo.

La investigación se ha basado en comparar el ADN de 1.139 hombres de distintas regiones de España con el de 359 hombres de cuatro regiones del norte de Áfricay con el de 174 judíos sefardíes. Dada la movilidad de la población en los últimas décadas, no se ha tenido en cuenta la residencia actual de los participantes en el estudio sino el lugar de nacimiento de su abuelo paterno.

Se ha analizado únicamente el cromosoma masculino Y, que los niños heredan de sus padres y no de sus madres, por lo que “los resultados de la investigación se refieren únicamente a la herencia genética masculina”, advierten Calafell y Bosch. Dos investigaciones anteriores realizadas con ADN mitocondrial, que niños y niñas heredan de sus madres y no de sus padres, han llegado a una estimación similar de herencia genética de origen norteafricano en la población española. Pero el cromosoma Y tiene la ventaja de que ofrece resultados menos ambiguos, explican los investigadores.

http://www.lavanguardia.es/ciudadanos/noticias/20081205/53592910043/catalunya-y-el-pais-vasco-las-comunidades-de-mas-profunda-raigambre-iberica-de-espanya.html





“Los españoles conservan múltiples rasgos genéticos judíos y musulmanes, pese a su expulsión en 1492″

9 12 2008

La Vanguardia 04.12.2008

Londres.(EFE).- A pesar del empeño de los Reyes Católicos por eliminar cualquier influencia de judíos y musulmanes de la península Ibérica, estos dos grupos dejaron una herencia indestructible en España: la genética, cuya presencia puede leerse aún hoy en el genoma de sus habitantes.

Así lo aseguran científicos de las universidades de Leicester (Reino Unido) y Pompeu Fabra de Barcelona tras estudiar la genética de los ciudadanos peninsulares y de Baleares y compararla con muestras de norteafricanos y judíos sefarditas.

La investigación, publicada hoy por la revista científica ‘American Journal of Human Genetics’, revela que la convivencia, las migraciones, las conversiones y las invasiones que tuvieron lugar en la península durante la Edad Media quedaron registradas en el genoma de sus individuos, que ha ido pasando de generación en generación.

Gracias al mestizaje pacífico, pero también a los matrimonios entre conversos y la población cristiana en tiempos de intolerancia, la transmisión de los genes del cromosoma Y constituye una prueba de la diversidad que existió en la Península hace unos cuantos siglos.

Para llegar a esta conclusión, los científicos, liderados por el británico Mark Jobling, llevaron a cabo un análisis del cromosoma Y, únicamente presente en los hombres, de 1.140 individuos de la península Ibérica y las Islas Baleares.

La investigadora de la Unidad de Biología Evolutiva de la Universidad Pompeu Fabra Elena Bosch indicó e Efe que las muestras analizadas se compararon con las de judíos sefarditas y de individuos del norte de África, que tienen la ventaja de ser muy diferentes a las poblaciones receptoras originarias de la península Ibérica, por lo que su diferenciación es sencilla.

El equipo científico descubrió que el 19,8 por ciento de los hombres presentaban características genéticas atribuibles a los judíos sefarditas y un 10,6 por ciento a los norteafricanos.

La investigación se centró en el análisis del cromosoma Y porque no se recombina en la reproducción, lo que hace que sólo las mutaciones lo modifiquen, por lo que los científicos pueden determinar su orden de aparición.

En declaraciones a Efe, el doctor de la Pompeu Fabra Francesc Calafell apuntó que se estudiaron dos tipos de marcadores genéticos del cromosoma Y: unos muy estables que apenas varían cuando pasan de padres a hijos y otros, llamados microsatélites, que evolucionan mucho más rápido debido a mutaciones, que utilizaron como relojes.

Gracias a estos últimos, llegó a la conclusión de que los linajes norteafricanos empezaron a incluirse en el genoma de la población peninsular a partir del siglo VIII.

Aunque los investigadores no son capaces de establecer el tiempo concreto en el que estos cromosomas entraron en las poblaciones ibéricas -por ejemplo, no pueden diferenciar entre las primeras oleadas musulmanas del siglo VIII y las posteriores de almohades y almorávides-, sí pudieron descartar que el ADN africano encontrado fuera originario de los cromagnones que llegaron por Gibraltar.

Calafell indicó que la herencia genética del cromosoma Y no es visible, ya que dicho cromosoma contiene muy poca información y los marcadores estudiados no determinan ninguna diferencia en el físico de los humanos.

Para el científico catalán, la importancia de esta investigación, que comenzó en el año 2000, reside en la constatación de que la historia peninsular está recogida en los genes de sus habitantes.

Además, encontraron hallazgos sorprendentes, como que la presencia de genes norteafricanos es mayor en la mitad occidental (León, Valladolid, Ávila, etcétera) de la península que en la oriental (Granada).

Esto no concuerda con la distribución geográfica que esperaban por la colonización a partir del 711 ni con la retirada en el siglo XV, por lo que se debe a un alto nivel de conversión religiosa, forzosa o voluntaria, que en última instancia condujo a la integración de sus descendientes.

Calafell también apunta a las deportaciones de moriscos desde las Alpujarras granadinas a ciudades de Castilla y León en el siglo XVI.

Al final, la genética no sólo resultará efectiva para comprender y curar enfermedades, sino también para descubrir los orígenes y rescatar partes perdidas de la Historia.

http://www.lavanguardia.es/ciudadanos/noticias/20081204/53592791086/los-espanyoles-conservan-multiples-rasgos-geneticos-judios-y-musulmanes-pese-a-su-expulsion-en-1492-.html





IBÉRICOS: “Zeitgeist” 2008

25 11 2008

Parque Eduardo VII. Olhares sobre Lisboa

Com o ano de 2008 a chegar ao fim, o blog indica quais as tendências de interesse entre os seus leitores de acordo com as estatísticas de leitura, cliques por página, efemeridade vs permanência das visitas a certos “posts” reveladas pelos gráficos, etc.

Os mais visitados ao longo dos últimos doze meses (Dezembro 2007-Dezembro 2008) foram O culto do Espírito Santo com 301 visitas, Bolsas/Becas CEI com 272 e O Estado Ibérico com 195 visitas.

Entre os ensaios ou artigos de opiniäo, há que destacar o “post” sobre Plínio Salgado, que desde Junho de 2008 já alcançou quase 100 visitas.

Na área de media e eventos culturais, o “post” sobre a telenovela Conexäo alcançou 83 visitas desde a sua entrada em Junho de 2008, ao passo que o evento em Barcelona “Et sona Poblenou?” motivou, só neste blog e no mês de Novembro, cerca de 30 visitas.

Porém, talvez os dados mais importantes a reter sejam, além do êxito do blog mais visitado, “O culto do Espírito”, o interesse crescente que tem suscitado o “post” sobre o grave desastre ecológico que é a escassez de água no mundo e, em particular, na Península Ibérica: o “post” “Alerta máximo: Portugal e Espanha sem água potável já em 2025″ foi visitado mais de 100 vezes só nos últimos dois meses.

Mais de 50% dos “posts” tiveram pelo menos 6 visitas, cerca de 25% tiveram mais de 12 e 10% tiveram pelo menos 50 visitas durante os últimos doze meses. No total, o blog oferece actualmente 397 “posts” e mantém um critério inclusivo, procurando representar áreas, perspectivas e pontos de vista muito diversos.

Obrigado pela sua leitura.